quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ana Miranda e o Barroco brasileiro

O Barroco, período histórico-cultural narrado por Ana Miranda no Romance Boca do Inferno é um dos mais movimentados deste país e alicerça o que chamaríamos de modernização da colônia portuguesa.

A História brasileira tem fornecido desde de sempre fonte inesgotável para a criatividade de autores que imprimem em nossas leituras fatos, costumes e personas do universo histórico brasileiro. Citando livros como Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida que mantem uma forte reflexão sobre os hábitos de um Brasil ainda em formação saindo de um longo período colonial para sua fase republicana. Machado de Assis em suas obras mais relevantes como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas também indica suas reflexões sobre fatores sociais e históricos do Brasil em seu tempo.

(Trecho do meu artigo sobre o romance Boca do Inferno)

Francisco Saldanha

domingo, 20 de março de 2011

Estranhos olhos da ficção.


Machado de Assis  talvez não tinha em mente que depois de um século,lançado em 1899, o livro Dom Casmurro ainda mantenha o estranho enigma da traição. A personagem Capitu é descrita  por Bentinho à partir de seus mais inocentes atos até seus já consagrados Olhos de ressaca,olhar que tragava tudo a sua volta. A questão chave já não recaí  mais no clichê da traição,mas sim a técnica que transforma uma desenho ardilosa em ultimato duvidoso de Bentinho,este tomado pelo delírio do adultério da esposa usando da habilidade precisa com as palavras e a arte do convencimento.
Dom Casmurro alcança um forte apelo entre nós brasileiros. A obra por várias vezes foi citada ,comentada e recriada por diversos meios(Cinema,tv,música...).Citar por exemplo a música Capitu de Luiz Tatit.


Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares

Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte



Francisco Saldanha


quarta-feira, 2 de março de 2011

Motivos para escrever.

Foi no período humanista, início do renascimento, que Gutemberg inventou a tipografia possibilitando  a publicação de várias obras; inclusive a bíblia.Séculos mais tarde a Internet consolida e democratiza o ato de publicar e divulgar ideias; causando uma estranha inversão dos acontecimentos literários. Há mais escritores do que leitores. Seria um sinal dos tempos tecnológicos ou  a crise da oferta de informações?

    "Escrevo para produzir sentidos novos,ou seja,forças novas,apoderar-me da coisas  de um modo novo,abalar e  a subjugação dos sentidos." 
                                           ( Roland Barthes)


Francisco Saldanha.

Fernando Pessoa