domingo, 6 de fevereiro de 2011

SONO DE LUGAR ALGUM.

Palavras,
nem meticulosas imagens
podem extraviar da alma
o pesar do dia.

Jaulas,serpentes
povoam labirintos.
Na gélidas salas
cheiro de mofo com café mal passado.

Esfinges fingem passar sorrindo....

A alma ainda tenta
livrar-se do incomodo
do fim da tarde,
contudo, nada
nem sonho,pesadelo,desgraça
acalentam as imagens da tv às 23:44.

Francisco Saldanha.

3 comentários:

  1. Descrição de uma dia, passando e nada acontece...

    Belo texto...

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  2. belo poema...simples e objetivo...

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  3. Obrigado pela visita.
    Adorei seu texto.
    "Esfinges fingem passar sorrindo...." isso é maravilhoso e fico a pensar quem são essas esfinges.

    Abraços e bom final de semana!

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Fernando Pessoa